Custeio Variável ou Custeio Direto:
Ao invés de ratear os custos fixos,
incorrendo em eventuais distorções no custo dos produtos,
no Custeio Variável
os custos fixos são tratados como despesas do período, sendo lançados
diretamente na Demonstração do Resultado do Exercício.
Apenas os custos variáveis são atribuídos aos produtos.
Vamos explicar melhor esse ponto.
Determinada empresa fabrica seus produtos e incorre em custos variáveis e
custos fixos. Digamos que parte da produção vá para estoque, para ser vendida
posteriormente. Para obedecer ao confronto das receitas e despesas correlatas,
os custos referentes às unidades estocadas deveriam ficar também no estoque,
até que ocorra a venda. Mas, pelo custeio variável, apenas o custo variável fica
apropriado ao produto. O custo fixo do período é descarregado no resultado,
mesmo que os produtos a que se refere não tenham sido vendidos.
Esse método é também chamado de Custeio Direto. Mas isso não significa que
apenas os custos diretos sejam apropriados aos produtos.
Chamado de custeio variável ou custeio direto, o método é o mesmo: o custo
variável é apropriado aos produtos e o custo fixo vai para o resultado do
exercício.
O custeio variável não atende ao princípio da competência; assim, só pode ser
utilizado para a contabilidade gerencial, e não para a contabilidade financeira.
A margem de contribuição é calculada pela seguinte forma: margem de
contribuição = preço de venda – (custos variáveis + despesas variáveis).
Profs. Gabriel Rabelo e Luciano Rosa