Sorrir – Felicidade É Um Ótimo Remédio
Por Denise Cespedes
Seja o nascimento de um filho, seja a viagem dos sonhos ou o reconhecimento pelo bom trabalho. Não importa qual a razão, o certo é que as sensações de felicidade e prazer proporcionam bem-estar e, acredite, fazem bem à saúde. A felicidade estimula a produção de serotonina pelo organismo – neurotransmissor responsável pelas sensações de contentamento e calma, melhorando o humor.
O estudioso Martin E.P. Seligman constatou ao longo de sua carreira que os otimistas vivem mais e melhor. Em seu livro Felicidade Autêntica, ele afirma que os pessimistas são até oito vezes mais predispostos à depressão do que os otimistas. Quando nada corre bem, os pessimistas rendem menos na escola, nos esportes e no trabalho, desenvolvem relacionamentos conturbados, têm mais doenças e vivem menos. Diante dessas constatações, não faltam motivos para você correr atrás da felicidade.
1. Aguce os sentidos
Há sons que convidam a relaxar, outros são indicados para criar e alguns nos deixam com vontade de dançar. E, por ter esse efeito tão particular, a música é usada inclusive para o tratamento de pacientes com doenças graves. Estudos realizados pelo oncologista Mitchell L. Gaynor mostram que a música pode mudar o funcionamento do organismo.
Nessas pesquisas, os pacientes foram expostos a músicas de todos os ritmos, desde as clássicas até as marchas militares. Entre os principais efeitos promovidos pelos sons estão a redução de ansiedade, das frequências cardíaca e respiratória e da pressão arterial e a melhora do sistema imunológico.
Se você é do tipo pé de valsa, saiba que dançar também faz bem para a saúde. A dançaterapia estimula a criatividade e promove a autoconfiança e a autoestima e, além de melhorar a flexibilidade do corpo, a circulação sanguínea e a frequência respiratória, aumenta também a coordenação motora.
2. Tenha fé
Acreditar em uma força superior faz bem, independentemente de sua religião. Essa crença é traduzida em equilíbrio para o corpo e a mente e auxilia até nossas defesas contra vírus e bactérias. O São Paulo Medical Journal publicou uma pesquisa que revela que a prece tem relação com a melhora da saúde de pacientes com câncer
3. Sorria! Sua saúde agradece
O sorriso verdadeiro, aquele em que as pálpebras ficam apertadinhas, acelera o pulso, aumenta a temperatura corporal e melhora a circulação sanguínea. Pesquisa da Unifesp revela que esse simples ato protege o coração, fortalece o sistema imunológico, limpa os pulmões e reduz os hormônios associados ao estresse, como cortisol ou adrenalina.
4. Abrace o mundo
O convívio com pessoas e animais é outra fonte de bem-estar. O psiquiatra francês Christophe André, no livro Viver Feliz, elenca as dimensões da felicidade: a básica é satisfazer as necessidades humanas, como comer; a psicológica é a realização dos desejos; e a social é a preocupação com os outros e a prática das virtudes.
5. O que faz você feliz?
Encontre a atividade que mais lhe dá prazer e que foi deixada de lado porque não era prioridade. Pintar, cantar, tocar instrumentos, escrever, praticar esportes, ler… Reserve um tempo para cultivar um hobby ou, então, arrisque-se em uma nova profissão. Afinal, uma das dimensões da felicidade é realizar os desejos.
6. Você sabia?
A felicidade é realmente contagiante, afirma um grupo de pesquisadores de Harvard. Eles descobriram que viver rodeado de pessoas contentes aumenta em até 25% a chance de um indivíduo se sentir bem.
FONTE: http://www.blogfordmodels.com.br/felicidade-e-um-otimo-remedio/saude/
Discursos masculinos sobre prevenção e promoção
da saúde do homem
Matheus Trilico, Gabriela R. de Oliveira,
Marinei Kijimura, Sueli M. Pirolo
A promoção da saúde é uma proposta de política mundial, contemporânea na saúde pública e disseminada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de 1984. Aprovada na Carta de Ottawa, traz a saúde em seu conceito amplo, relacionando-a com qualidade de vida decorrente de processos complexos interligados a fatores como alimentação, justiça social, ecossistema, renda e educação. Também trabalha com o princípio de autonomia dos indivíduos e das comunidades, reforçando assim o planejamento e o poder local.
Nesse mesmo sentido, a Declaração de Alma-Ata, em 1978 , estabelece a proposta da ‘atenção primária à saúde’ e amplia a visão do cuidado à saúde: sai da visão hierárquica do conhecimento especializado, incentiva o envolvimento da população e destaca os fatores necessários para propiciar a qualidade de vida e o direito ao bem-estar social. A atenção primária à saúde está estreitamente vinculada à ‘promoção da saúde’ e à prevenção de enfermidades, não abandonando as dimensões setorial e técnica e incluindo outras dimensões.
No Brasil, a Estratégia Saúde da Família responde a essa ampliação do cuidado ao buscar a promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores que geram riscos, por meio de ações programáticas abrangentes e ações intersetoriais. Nessa perspectiva, entende-se importante a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem.
Criada em 2009, essa política procura incluir a masculinidade nas questões clínica e epidemiológica, oferecendo uma proposta singular de cuidado de promoção e recuperação da saúde. Ela se fundamenta na idiossincrasia do gênero masculino - termo que, para o campo da pesquisa, refere-se apenas a áreas estruturais e ideológicas que envolvem relação entre os sexos, delimitando então um novo terreno evidenciam na literatura que os homens sofrem influência dessa representação da masculinidade, imprimindo a idealização de sucesso, poder e força.
Estudos comparativos entre homens e mulheres comprovam que os homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e morrem mais precocemente que as mulheres. A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de atenção básica.
Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o homem é mais vulnerável à violência, seja como autor, seja como vítima. A prevalência de dependentes de álcool também é maior para o sexo masculino: 19,5% dos homens são dependentes de álcool, contra 6,9% das mulheres. Em relação ao tabagismo, os homens usam cigarros também com maior frequência do que as mulheres, o que acarreta maior vulnerabilidade a doenças cardiovasculares, cânceres, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças bucais e outras.
A masculinidade hegemônica seria aquela ligada à legitimidade do patriarcado, que garante a dominação dos homens e a subordinação das mulheres. Ela não diz respeito a um estilo de vida, mas a configurações que formam as relações de gênero. Novos grupos podem desafiar antigas soluções e construir uma nova hegemonia. Hoje, essa demonstração de força, controle e não vulnerabilidade cede espaço, tirando do homem moderno toda essa supremacia.
No bojo dessas representações de masculinidade, busca-se o subjetivo contido na discussão de masculinidade e saúde e a consequente importância para tal, quando atribuída às políticas específicas de saúde pública voltada para o gênero masculino. Torna-se, então, necessário compreender suas representações no contexto do diálogo relacional ao gênero masculino, visando à promoção de saúde articulada ao princípio de autonomia dos indivíduos.
Texto adaptado. Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pi-d=S1981-77462015000200381&lng=pt&nrm=iso
“Nesse mesmo sentido, a Declaração de Alma-Ata, em 1978, estabelece a proposta da ‘atenção primária à saúde’ e amplia a visão do cuidado à saúde: sai da visão hierárquica do conhecimento especializado...”.
Com relação aos termos em destaque, independentemente do contexto em que podem estar inseridos, assinale a alternativa correta referente ao que se afirma.
“A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de atenção básica”.
A expressão em destaque NÃO pode ser substituída, sem que haja prejuízo semântico, por
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