Dificuldade das provas por banca: nota média e nota de corte em percentual da prova
Equipe olhonavaga 6 min de leitura
Nos rankings pós-prova do olhonavaga, a nota média dos candidatos ficou entre 57% e 71% da nota da prova objetiva, conforme a banca, e a nota de corte da segunda etapa ficou entre 68% e 82%. O corte esteve, em média, de 5,5 a 11,5 pontos percentuais acima da média, e o CEBRASPE teve a menor média entre as bancas da tabela. Use esses números como ordem de grandeza para definir a meta de acertos da sua prova.
Como medimos
Para cada ranking pós-prova em que temos a nota média dos participantes e a nota de corte real da segunda etapa, expressamos os dois valores como percentual da nota máxima da prova objetiva, a soma dos pontos das questões do concurso. Em seguida, calculamos a média desses percentuais por banca.
A tabela traz as bancas com sigla cadastrada. A diferença entre as duas colunas é o quanto, em pontos percentuais, o corte ficou acima da média.
A média e o corte por banca
| Banca | Nota média (% da objetiva) | Corte da 2ª etapa (% da objetiva) | Corte acima da média |
|---|---|---|---|
| CEBRASPE | 56,9% | 68,4% | 11,5 p.p. |
| IDECAN | 60,4% | 68,7% | 8,3 p.p. |
| FGV | 61,1% | 70,0% | 8,9 p.p. |
| FCC | 62,6% | 73,0% | 10,4 p.p. |
| FUNDEP | 62,9% | 73,5% | 10,6 p.p. |
| VUNESP | 63,1% | 73,7% | 10,6 p.p. |
| IADES | 64,7% | 75,2% | 10,5 p.p. |
| IBFC | 65,6% | 71,6% | 6,0 p.p. |
| NUCEPE | 66,4% | 74,7% | 8,3 p.p. |
| Consulplan | 67,2% | 75,1% | 7,9 p.p. |
| FUNDATEC | 67,4% | 74,3% | 6,9 p.p. |
| IBADE | 67,7% | 73,2% | 5,5 p.p. |
| FUMARC | 69,1% | 76,4% | 7,3 p.p. |
| QUADRIX | 70,7% | 82,0% | 11,3 p.p. |
A tabela está ordenada da menor para a maior nota média.
O que os números mostram
- Média mais baixa no CEBRASPE. A nota média dos participantes ficou em torno de 57% da objetiva, a menor da tabela.
- Cortes entre 68% e 82%. Nas bancas da tabela, o corte da segunda etapa ficou entre 68,4% (CEBRASPE) e 82,0% (QUADRIX) da nota da objetiva. Na maioria, ficou entre 69% e 76%.
- O corte fica bem acima da média. A distância variou de 5,5 pontos percentuais (IBADE) a 11,5 (CEBRASPE). Em outras palavras, a nota média não indica quem passa: o corte exige um desempenho consistentemente melhor do que o da média dos participantes.
Como transformar isso em uma meta de acertos
Você vai fazer uma prova da FGV, de 100 questões de 1 ponto, sem desconto por erro. Na tabela, o corte médio da FGV é de 70,0% da objetiva. Isso sugere uma ordem de grandeza de cerca de 70 pontos. A média dos participantes ficou em 61,1%, ou seja, 61 acertos.
Quem tira 61 está na média dos participantes, e provavelmente abaixo do corte. Para ficar na faixa do corte, o objetivo é cerca de 9 acertos acima da média, e mais uma margem de segurança, porque o corte do seu concurso pode ser mais alto ou mais baixo do que a média da banca.
O raciocínio é o mesmo para qualquer banca: ache o percentual do corte na tabela, aplique ao número de pontos da sua prova e some uma margem. Mas lembre que isso é só ordem de grandeza: o corte do seu concurso depende do número de vagas, do cargo e da concorrência, e pode estar bem acima ou abaixo desses valores.
| Se a sua prova é de... | Corte aproximado, pela média da banca |
|---|---|
| 60 questões de 1 ponto, da FCC | cerca de 44 pontos (73,0%) |
| 120 itens de 1 ponto, do CEBRASPE | cerca de 82 pontos (68,4%) |
| 50 questões de 2 pontos, da VUNESP | cerca de 74 pontos de 100 (73,7%) |
Cuidados ao interpretar
- Isso não é um ranking absoluto de dificuldade. A nota média depende do perfil de quem participa do ranking, que é voluntário e tende a ser mais engajado do que o conjunto dos inscritos.
- Os sistemas de pontuação diferem. Provas de certo ou errado com desconto por erro, comuns em algumas bancas, tendem a produzir percentuais mais baixos do que provas de múltipla escolha sem desconto, mesmo com candidatos de nível parecido. Veja como cada tipo de prova pontua.
- Cada banca mistura cargos, anos e níveis de escolaridade. A média de uma banca esconde provas bem diferentes entre si.
- Bancas com menos rankings oscilam mais. As médias delas são menos estáveis do que as de bancas com muitos rankings.
- Os números mudam. Com novos rankings, as médias são atualizadas.
Como usar essa informação no olhonavaga
- Conheça a prova da sua banca antes de estudar. Nos concursos passados, filtre pela organizadora e pelo cargo, e baixe o edital, a prova e o gabarito, quando disponíveis, para ver o estilo de cada banca.
- Treine com o estilo da banca. No banco de questões, filtre por banca organizadora, órgão, cargo e ano, e acompanhe o seu percentual de acerto por matéria e por banca em Minhas estatísticas.
- Calibre com simulados. Crie um simulado a partir de uma prova oficial da sua banca e veja a sua nota em percentual, a sua posição entre quem fez o mesmo simulado e a nota de corte provável. O simulado usa a pontuação como na prova real, e é a melhor forma de saber se você está na faixa do corte. Se o seu percentual está perto da média da banca, ainda faltam, em geral, de 5 a 12 pontos percentuais para chegar ao corte.
- Entenda o comportamento da banca com o gabarito. A página de estatísticas das organizadoras mostra a porcentagem de alternativas corretas e a de questões anuladas de cada banca.
- Depois da prova, cadastre o gabarito no ranking pós-prova e compare a sua nota com a nota de corte provável do seu concurso, que é a referência que de fato importa.
Escolha uma prova oficial da sua banca no banco de concursos passados, crie um simulado dela e treine com cronômetro, pontuação real e ranking entre os candidatos.
Para ver quão precisa é a estimativa da nota de corte do olhonavaga, veja quão precisa é a nota de corte estimada.
Perguntas frequentes
Isso quer dizer que a banca X é mais difícil?
Não necessariamente. A média depende de quem participa, do sistema de pontuação e dos cargos incluídos. É um indicador, e não um ranking de dificuldade.
Por que o corte é muito maior do que a média?
Porque o corte seleciona os melhores candidatos entre os que concorrem à mesma vaga, e a média inclui todos os participantes, de todos os níveis.
Posso usar o percentual para prever o meu corte?
Apenas como ordem de grandeza. O corte do seu concurso depende do número de vagas, do cargo e da concorrência.
Como o percentual é calculado?
Dividimos a nota média dos participantes, e a nota de corte real da segunda etapa, pela soma dos pontos das questões da prova objetiva do concurso, e multiplicamos por 100. Depois calculamos a média por banca.
Onde vejo a nota de corte provável do meu concurso?
No ranking pós-prova do concurso, depois de cadastrar o seu gabarito. A nota de corte provável é um dos recursos do plano.
As regras de cada concurso, como prazos, critérios de desempate, forma de correção e de recurso, estão no edital e podem mudar de uma banca para outra. Confira sempre o edital do concurso que você está prestando.