Como montar um plano de estudos para concursos (e ajustar ao longo do caminho)
Equipe olhonavaga 7 min de leitura
Um bom plano de estudos parte do edital e do tempo real que você tem, divide esse tempo entre teoria, revisão e questões, distribui as disciplinas pelo peso e pela sua dificuldade e é ajustado com base nos resultados. O plano que funciona é o que você consegue cumprir. No olhonavaga, você informa o tempo de cada dia da semana e o planejamento de estudos monta a grade sozinho, integrado às suas questões e simulados, e mostra o planejado contra o realizado.
1. Comece pelo edital
O edital é o mapa do que será cobrado. Antes de montar qualquer cronograma, liste:
- as disciplinas e o conteúdo programático de cada uma;
- o número de questões e o peso de cada disciplina na nota;
- as notas mínimas por disciplina e as etapas da seleção;
- a data provável da prova, ou o prazo até a publicação do edital, se ele ainda não saiu.
Provas anteriores da mesma banca e do mesmo cargo mostram o que costuma ser cobrado e com qual profundidade. O banco de concursos passados do olhonavaga reúne editais, provas e gabaritos para essa consulta, e você pode resolver as questões de cada prova no banco de questões.
2. Calcule o tempo que você realmente tem
Some as horas livres de uma semana comum, já descontando trabalho, deslocamento, família e descanso. Depois escolha uma meta realista, um pouco abaixo do máximo. Planos que exigem mais do que a sua semana permite quebram na primeira semana difícil e geram desânimo.
Paula trabalha em horário comercial. Nos dias úteis consegue 1h30 de estudo; no sábado, 3h; no domingo, 1h30. Total: 5 × 1,5 + 3 + 1,5 = 12 horas por semana.
Faltam 24 semanas para a prova: 12 × 24 = 288 horas. Se o edital tem seis disciplinas e muito conteúdo, essa conta mostra de cara que será preciso priorizar, e que é melhor descobrir isso agora do que na véspera.
3. Distribua as disciplinas
Dois critérios orientam a divisão do tempo:
- Peso na prova: disciplinas com mais questões ou peso maior merecem mais horas.
- Sua dificuldade: o que você domina menos precisa de mais tempo, principalmente se ele é eliminatório.
Um jeito simples é atribuir a cada disciplina uma nota de 1 a 3 para o peso e outra de 1 a 3 para a sua dificuldade, multiplicar e dividir as horas na proporção dos resultados. Continuando o exemplo de Paula, com 12 horas por semana:
| Disciplina | Peso | Dificuldade | Peso x dificuldade | Horas por semana |
|---|---|---|---|---|
| Português | 3 | 1 | 3 | 1,8 h |
| Direito Administrativo | 3 | 3 | 9 | 5,4 h |
| Raciocínio Lógico | 2 | 3 | 6 | 3,6 h |
| Informática | 1 | 2 | 2 | 1,2 h |
| Total | 20 | 12,0 h |
Os números são só um ponto de partida: ajuste conforme o que o edital cobra de fato, as suas notas por disciplina nas questões e o que é eliminatório.
4. Divida o tempo entre teoria, revisão e questões
Estudar é mais do que ler. Uma divisão comum separa o tempo em três tipos de estudo:
| Tipo | Para que serve | Como entra no plano |
|---|---|---|
| Teoria | Aprender o conteúdo pela primeira vez | Blocos de estudo por tópico do edital |
| Revisão | Fixar o que já foi estudado | Revisões curtas e frequentes; veja repetição espaçada |
| Questões e simulados | Treinar o formato da prova e descobrir lacunas | Questões logo após cada tópico e simulados periódicos; veja simulados |
Uma divisão possível para o começo da preparação é 50% de teoria, 20% de revisão e 30% de questões. À medida que a prova se aproxima, o peso costuma migrar da teoria para a revisão e as questões.
5. Escolha o formato: grade ou ciclo
- Grade semanal: cada dia tem as suas disciplinas em horários definidos. Funciona bem para quem tem rotina estável.
- Ciclo de estudos: uma lista de disciplinas com tempo fixo cada uma, percorrida em sequência, sem ligação com o dia da semana. Funciona bem para quem tem rotina irregular, porque o que não foi estudado hoje simplesmente continua na vez.
Os dois formatos funcionam; o melhor é o que você consegue manter.
6. Acompanhe o planejado contra o estudado
Registre o que você realmente estudou e compare com o que tinha planejado. A diferença entre os dois mostra onde o plano é irreal e onde você está perdendo tempo. Uma conta semanal simples já basta: horas planejadas, horas estudadas e o que ficou para trás.
7. Ajuste com os resultados
O plano não é um contrato. A cada duas ou quatro semanas, revise:
- o desempenho nas questões e nos simulados por disciplina;
- as disciplinas em que as horas planejadas não estão se convertendo em acertos;
- o que está atrasado e se o prazo até a prova ainda comporta o conteúdo.
Depois da prova, a comparação com outros candidatos, em um ranking pós-prova, ajuda a ver em quais disciplinas você ficou abaixo e a calibrar o próximo plano. O roteiro completo está em o que fazer depois da prova.
Montando o plano no olhonavaga
Você informa quanto estuda em cada dia da semana, e o olhonavaga calcula o resto: ciclos, grade e estatísticas, integrados às suas questões e simulados. A grade é gerada automaticamente e você ajusta como quiser.
- Informe o seu tempo. Quanto você estuda em cada dia da semana, de forma geral ou por disciplina, e por tipo de estudo: teoria, revisão, questões e simulados. Escolha também a duração de cada ciclo de estudos.
- Escolha disciplinas e pesos. Defina a importância e a dificuldade de cada disciplina. O peso pode ser pelo número de questões ou pela importância na prova. Informe quantas questões pretende resolver em cada ciclo, e elas são distribuídas automaticamente entre as disciplinas, e quantos simulados quer fazer por ciclo.
- Receba a sua grade. A grade de estudos é gerada automaticamente, com visualização mensal, semanal ou diária, e você ajusta da forma que desejar, inclusive escolhendo as cores de cada disciplina.
- Estude e registre. Use o cronômetro, com aviso sonoro, para registrar o seu tempo de estudo.
- Acompanhe. Os gráficos e as estatísticas, por disciplina e período, comparam o planejado e o realizado, separados por estudo, questões e simulados, com indicadores de pontos fracos e fortes para ajudar nas decisões.
O que diferencia o plano do olhonavaga é a integração: as questões e os simulados que você resolve no site são computados automaticamente nas estatísticas, sem você precisar registrar à mão. E os erros dessas questões podem virar flashcards, que o olhonavaga agenda para revisão na hora certa.
Erros comuns
- Montar um plano para o estudante ideal, e não para a sua semana real.
- Dedicar tempo demais à teoria e deixar as questões para o fim.
- Não prever revisões, e esquecer o que foi estudado no começo.
- Nunca medir o que foi estudado.
- Trocar de plano a cada semana, em vez de ajustar o que já existe.
Perguntas frequentes
Quantas horas por dia preciso estudar para passar?
Não existe um número que valha para todos. Depende do concurso, do ponto de partida e da concorrência. O que importa é uma rotina constante, que você consiga manter até a prova.
Devo estudar várias disciplinas por dia ou uma de cada vez?
Alternar disciplinas ao longo da semana costuma ajudar na retenção e evita o cansaço de um assunto só. O melhor arranjo depende da sua rotina e da sua preferência.
E se eu ainda não sei qual concurso vou fazer?
Estude as disciplinas comuns a vários editais, como língua portuguesa, raciocínio lógico e noções de direito, e passe a detalhar o plano quando o edital sair.
Quando devo começar os simulados?
Quanto antes você tiver uma base mínima do conteúdo, melhor: simulados mostram lacunas cedo. A frequência pode aumentar perto da prova.
O plano do olhonavaga serve para outros objetivos além de concursos?
Sim. O planejamento é pensado para todos os tipos de estudante: concursos públicos, OAB, vestibulares, ENEM e certificações.
As regras de cada concurso, como prazos, critérios de desempate, forma de correção e de recurso, estão no edital e podem mudar de uma banca para outra. Confira sempre o edital do concurso que você está prestando.