Como estudar por questões de concurso: método, análise de erros e métricas
Equipe olhonavaga 7 min de leitura
Estudar por questões funciona quando você resolve sem consultar, confere o motivo de cada erro e transforma esses erros em revisão. A rotina eficiente é: estudar o tópico, resolver questões dele da banca que você vai enfrentar, classificar os erros, revisar e voltar às questões dias depois. No banco de questões do olhonavaga, você filtra por matéria, assunto, banca, órgão, cargo e ano, guarda questões em cadernos, anota o que aprendeu e acompanha o seu desempenho mês a mês.
Por que estudar por questões
Resolver questões obriga a recuperar o conteúdo da memória, em vez de apenas reler. Pesquisas sobre aprendizagem mostram que testar-se fortalece a retenção mais do que a releitura (veja o artigo sobre repetição espaçada e flashcards). Além disso, as questões mostram o formato e o nível de profundidade que a banca cobra, algo que a teoria sozinha não revela.
Existe ainda um terceiro benefício, menos óbvio: as questões funcionam como um medidor. Cada acerto e cada erro mostram, com dados, o que você sabe e o que não sabe. Quem estuda só por leitura descobre as lacunas na prova. Quem estuda por questões descobre antes.
Uma rotina que funciona
- Estude o tópico. Leia ou assista ao conteúdo de um assunto do edital.
- Resolva questões desse tópico logo em seguida, sem consultar o material. O objetivo é descobrir o que você ainda não sabe.
- Confira o gabarito e leia o comentário de cada questão, inclusive das que você acertou por acaso.
- Classifique os erros (veja abaixo) e registre o que precisa ser revisto.
- Revise o ponto fraco com leitura dirigida e cartões.
- Refaça as questões erradas dias depois. Se errar de novo, volte ao conteúdo; se acertar, o conhecimento está ficando.
O banco de questões é ilimitado: você resolve quantas quiser, combina matéria, assunto, banca, órgão, cargo, ano, escolaridade, estilo e dificuldade, e salva os filtros que usa sempre para carregar com um clique. Cada questão mostra a porcentagem de acerto geral e as alternativas mais respondidas.
Um ciclo completo, na prática
Tiago estuda para um concurso da banca CEBRASPE e vai começar o tópico de Direito Constitucional sobre direitos e garantias fundamentais.
Segunda: lê o conteúdo e, em seguida, abre o banco de questões, filtra por matéria (Direito Constitucional), assunto (direitos e garantias fundamentais) e banca (CEBRASPE), e resolve 20 questões, sem consultar nada. Acerta 11.
Ainda na segunda: lê o comentário de cada questão. Guarda as 9 erradas em um caderno chamado "Constitucional: erros", e escreve em uma anotação, em cada uma, o motivo do erro: 5 por falta de conteúdo, 3 por confusão entre dois conceitos parecidos e 1 por desatenção a um "exceto".
Terça e quarta: volta à teoria dos 5 pontos que não sabia, e transforma as 3 confusões em flashcards: uma pergunta, uma resposta curta e o motivo.
Domingo: abre o caderno "Constitucional: erros" e refaz as 9 questões. Acerta 7. As 2 que errou de novo voltam para o caderno, e vão para o próximo ciclo.
Em uma semana, Tiago tem uma medida (55% de acerto na primeira rodada e 7 acertos em 9 nas questões refeitas), uma lista do que ainda não domina e uma revisão agendada para os pontos mais frágeis.
Como analisar os erros
Cada erro tem uma causa diferente, e a solução muda de acordo com ela:
| Tipo de erro | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| Não sabia | Falta de conteúdo | Voltar à teoria do tópico |
| Confundi | Conceitos parecidos que se misturam | Montar um cartão ou quadro comparativo |
| Interpretação | Entendeu mal o enunciado ou a alternativa | Treinar leitura e atenção a palavras como "exceto", "sempre" e "somente" |
| Desatenção | Sabia, mas marcou errado | Calma na prova e revisão das respostas |
| Chute que acertou | Acerto sem domínio | Tratar como erro e revisar |
Os erros por falta de conteúdo ou por confusão rendem ótimos flashcards: pergunta direta na frente, resposta e motivo no verso, e o olhonavaga agenda as revisões na hora certa.
Em cada questão, você guarda a questão em um caderno para rever depois e filtra só pelos cadernos, escreve o que aprendeu em uma anotação que encontra na hora de revisar, vê a porcentagem de acerto geral, discute com outros candidatos nos comentários e, se achar um erro de cadastro, usa Notificar erro.
Como escolher as questões
- Da banca do seu concurso. Cada banca tem estilo próprio de enunciado e de alternativas. Para entender a diferença entre elas, veja dificuldade das provas por banca.
- Do cargo e da disciplina certos, com o conteúdo do edital.
- Recentes, principalmente em legislação, que muda com o tempo.
- De provas reais. O banco de concursos passados reúne provas, editais e gabaritos para treinar com o formato exato, e você pode baixar a prova, o edital e o gabarito em PDF, quando disponíveis.
- Do formato da sua prova. Use o filtro de estilo, para treinar só no formato (múltipla escolha ou certo ou errado) da prova que você vai fazer. Veja como cada tipo de prova pontua.
Ao filtrar as questões de uma prova, a opção Criar um simulado desta prova transforma essas questões em um simulado, com cronômetro e ranking.
O que acompanhar
- Taxa de acerto por disciplina e por assunto, para ver onde investir o tempo.
- Evolução ao longo das semanas, e não só o resultado de um dia.
- Quantidade de questões resolvidas, mas sempre junto com a qualidade da análise.
- Tempo por questão, para treinar o ritmo da prova.
Em Minhas estatísticas, o olhonavaga mostra a sua porcentagem de acerto por matéria, assunto e banca organizadora, o desempenho mês a mês e o histórico do que você resolveu, com filtros por período. Combine esses números com o plano de estudos: as questões e os simulados que você faz no olhonavaga são computados automaticamente nas estatísticas do plano, e você compara o que planejou com o que realizou.
Armadilhas comuns
- Resolver olhando o material, o que dá a impressão de saber.
- Memorizar o gabarito de questões em vez de entender o motivo.
- Só resolver questões e nunca voltar à teoria dos pontos fracos.
- Não refazer as questões erradas.
- Resolver em quantidade, com pressa, sem ler o comentário.
- Discordar do gabarito e brigar com ele: as respostas seguem o gabarito divulgado pela banca. Se você discorda, use a seção de comentários da questão para discutir.
Perguntas frequentes
Quantas questões devo resolver por dia?
Depende do seu tempo. É melhor resolver menos, com análise, do que muitas sem aprender com os erros. Comece com um número que você consiga analisar.
Devo começar pelas questões ou pela teoria?
Em geral, um pouco de teoria primeiro e questões logo depois. Para quem já tem base, questões primeiro ajudam a descobrir o que revisar.
Vale refazer questões que já resolvi?
Sim, especialmente as que você errou. Refaça depois de alguns dias, quando o gabarito já não está na memória. Os cadernos do olhonavaga servem para isso.
Questões substituem simulados?
Não. Questões treinam o conteúdo; simulados treinam também o tempo, o cansaço e a estratégia de prova.
Existe limite de questões no olhonavaga?
Não. Você resolve quantas quiser, e acompanha o desempenho em Minhas estatísticas.
A questão está com erro. E agora?
Use a opção Notificar erro para avisar sobre um problema no cadastro da questão. As respostas seguem o gabarito divulgado pela banca; se você discorda da banca, use a seção de comentários.
As regras de cada concurso, como prazos, critérios de desempate, forma de correção e de recurso, estão no edital e podem mudar de uma banca para outra. Confira sempre o edital do concurso que você está prestando.